A melhoria da qualidade do ar interno (QAI) tem vantagens significativas, incluindo o aumento da produtividade do trabalhador, saúde e qualidade de vida para seus ocupantes.

A tecnologia UFAD (underfloor air distribution), conhecida como distribuição de ar pelo piso, trata o ar do nível do piso e, sem ser misturado com o ar da sala, chega diretamente na zona de respiração dos ocupantes, então sobe para as grelhas de retorno no teto de onde é encaminhado de volta à unidade de tratamento do ar para ser filtrado e condicionado, proporcionando espaços de trabalho mais saudáveis e seguros. A tecnologia de distribuição de ar pelo piso cresce a cada dia entre arquitetos e engenheiros. Em um sistema UFAD, o ar condicionado é fornecido por meio de difusores de piso em vez de difusores de teto. Por causa da melhoria na qualidade do ar interior, economia, flexibilidade de design e eficiência energética, está rapidamente se tornando a solução preferida para aquecimento e resfriamento de edifícios de escritórios – tanto para novas construções quanto para reformas, atendendo também requisitos industriais e residenciais.

Dannenge International, empresa com atuação voltada para a qualidade do ar no ambiente construído, disponibiliza produtos UFAD da Air Fixture e auxilia no projeto, especificação e fornecimento destes sistemas.

Saiba mais em www.dannenge.com / www.airfixture.com

Hoje, 16 de novembro, Ricardo Cherem de Abreu, diretor técnico da Dannenge International, abordará o tema “Controle de Contaminação Aérea com Sistemas de Climatização – Tratamento Ativo da Qualidade do Ar Interno” no maior evento de sustentabilidade da América Latina, o Green Building Council Brasil – GBC Brasil 2020 “A Nova Grande Onda”. 

Não perca essa oportunidade de conhecer as tecnologias ativas por #photohidroionização (PHI), amigáveis ao meio ambiente, livres de ozônio, com melhorias para a Qualidade do Ar Interior #qai e descontaminação dos ambientes climatizados por vírus e bactérias! O evento é online e as inscrições gratuitas!

O conteúdo está disponível no link: www.greenbuildingbrasil.org.br/sessoes-palestrantes/?utm_campaign=abertura_greenbuilding_brasil_2020&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Jornalista responsável Ana Paula Basile Pinheiro

Neste artigo, nosso diretor técnico, Ricardo Cherem de Abreu, esclarece sobre a radiação ultravioleta, seus efeitos, aplicação em climatização e tecnologias por fotocatalização (PHI), assunto em voga atualmente frente a pandemia pela COVID-19.

Abreu faz um alerta sobre as diferenças substanciais entre os processos de irradiação direta de superfícies (UVGI) e a foto catalização (PHI), informações importantes no momento de tomar uma decisão quanto a investir nestas tecnologias com o propósito de melhorar a segurança à saúde em ambientes climatizados.

Boa Leitura!

Radiação ultravioleta e aplicação em climatização

Os efeitos da radiação ultra violeta na natureza são bem conhecidos, basta lembrar que onde o sol incide diretamente não ocorre proliferação de fungos e bactérias. A radiação ultravioleta é aplicada, atualmente, em sistemas de climatização de duas formas, completamente distintas: a irradiação direta de superfícies e a foto catalização. Este artigo tem por objetivo explicar de forma concisa estas duas aplicações.

Luz ultravioleta germicida

A ação germicida da irradiação ultravioleta é conhecida e aplicada há mais de um século. A faixa de radiação com comprimento de onda entre 200 e 300 nm, conhecida como UV-C, é muito eficiente em desativar fungos, bactérias e mofos, desde que aplicada na dosagem adequada, lembrando que dosagem é dependente do tempo de exposição e da intensidade da radiação.

Um aspecto importante da radiação ultra violeta é que ela é prejudicial aos seres humanos, causando queimaduras na pele, na córnea ocular e na retina. Por este motivo deve ser evitada exposição à radiação UV, e muitos países possuem legislação proibindo exposição direta à luz ultravioleta.

A luz ultravioleta germicida (UVGI) é aplicada em sistemas de climatização para a desinfecção de superfícies, encontrando aplicação maior na limpeza e proteção de serpentinas. O seu uso como purificador de ar é limitado pelas altas velocidades adotadas em dutos, o que requer irradiação de alta potência para garantir sua efetividade, ou ainda trechos de dutos de grande comprimento dotados de lâmpada UV-C. É importante ter em conta que a UVGI só elimina os microrganismos que passam pela luz, atuando como um filtro, ou seja, serve para diminuir a concentração de fundo de contaminantes.

Uma analogia interessante é imaginar que estamos trabalhando com sumidouros localizados de contaminantes, que seriam as aberturas de retorno, por onde o ar da sala é aspirado para ser conduzido ao “purificador de ar”.

Por ser uma tecnologia bem conhecida e sobre a qual existe normatização aplicável, embora exclusivamente para proteção de superfícies, está sendo recomendada como solução para purificação de ar no ambiente construído.

Foto Catalização – Tecnologia PHI

A luz ultravioleta dos raios solares, ao incidir sobre óxidos metálicos do solo, ioniza moléculas de vapor de água e de oxigênio, que se unem em peróxido de hidrogênio. O peróxido de hidrogênio é altamente reativo e um dos melhores germicidas conhecidos. Na natureza o peróxido de hidrogênio é encontrado em concentrações que variam de 0 a 50 ppb (0 a 0,05 ppm) e, quanto maior sua concentração, mais “limpo” é o local, devido ao potencial oxidativo do peróxido, que reage com gases orgânicos e inorgânicos, mata fungos e bactérias, assim como desativa vírus em suspensão no ar ou em superfícies. Este fenômeno é conhecido como oxidação foto catalítica (PCO de Photo Catalytic Oxidation) e, replicado em equipamentos, tem sido aplicado com sucesso há mais de trinta anos na purificação de ambientes.

Os purificadores de ar da RGF Environmental, que utilizam oxidação foto catalítica em seu próprio processo patenteado, a Photo Hydro Ionization (PHI) são dimensionados para que seja assegurada concentração de 20 a 50 ppb no ambiente tratado, simulando as melhores condições naturais. Todos os resultados favoráveis de testes de eficácia realizados tiveram como patamar mínimo este nível de concentração.

Voltando à analogia anterior, seria como tivéssemos espalhados pelo ambiente construído uma infinidade de sumidouros. É o único modo de efetivamente dificultar o caminho da transmissão aérea, além do uso de equipamentos de proteção individual, como as máscaras de proteção facial.

É importante lembrar que os seres multicelulares têm proteção contra o peróxido de hidrogênio. Em concentrações normais, não nos faz mal. O valor limite de concentração de peróxido de hidrogênio admitido para ocupação laboral em regime de 8 horas diárias é de 1000 ppb, ou seja, vinte vezes superior à maior concentração pretendida. Ainda mais, a concentração limite acima da qual se pode esperar danos à saúde é de 75.000 ppb. Muito longe do que se está tratando. Foram apresentadas, então, as diferenças substanciais entre os processos de irradiação por luz ultravioleta (UVGI) e a foto catalização (PHI), informações importantes no momento de tomar uma decisão quanto a investir nestas tecnologias com o propósito de melhorar a segurança à saúde em ambientes climatizados.

Ricardo Cherem de Abreu – diretor técnico da Dannenge International

[email protected]

Jornalista responsável Ana Paula Basile Pinheiro
Dannenge
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